Firelight Media anuncia os ganhadores de 2021 do Fundo William Greaves

O fundo internacional de pesquisa e desenvolvimento oferece apoio financeiro a cineastas em meio de carreira e inclui um subsídio para cuidados básicos em seu segundo ano

A Firelight Media, o principal destino do cinema de não ficção realizado por e sobre comunidades etnicamente sub-representadas, tem o prazer de anunciar os ganhadores do segundo ano de seu Fundo William Greaves. O Fundo William Greaves foi fundado em 2020 para apoiar cineastas de documentários em meio de carreira de comunidades racial e etnicamente sub-representadas. O fundo foi desenvolvido para enfrentar os desafios estruturais persistentes que muitos cineastas enfrentam após a produção de seus primeiros filmes, para que possam permanecer na área e continuar a criar histórias vitais focadas em pessoas e tópicos sub-representados. Para lidar com o impacto devastador que a pandemia teve sobre a comunidade do cinema independente e como o trabalho da indústria pode ser instável para cineastas etnicamente sub-representados, o William Greaves Fund inclui um subsídio para cuidados básicos que pode ser destinado a qualquer necessidade essencial que os beneficiários tenham, desde custos com saúde e cuidados infantis até quaisquer outros recursos necessários que a Firelight Media veja como fundamentais para a produção de um trabalho criativo.

Os beneficiários de 2021 incluem cineastas dos Estados Unidos, assim como do Brasil, México, Porto Rico e Colômbia, a maioria dos quais se identifica como indígena, negro e/ou de ascendência africana. Seus projetos cinematográficos incluem uma ampla variedade de gêneros e estilos, incluindo biografias históricas, narrativas pessoais e experimentais e documentários investigativos. Seus temas incluem Canada Lee, o ator norte-americano e ativista dos direitos civis; a ativista e sindicalista brasileira Laudelina de Campos Melo; e menores não acompanhados e sem documentos que tentam migrar da América Central para os EUA.

A Firelight Media lançou o Fundo William Greaves no início do ano passado em resposta a uma necessidade urgente que a organização observou: cineastas de comunidades racial e etnicamente sub-representadas em meio de carreira, mesmo os que tiveram sucesso no início de carreira, não estavam recebendo apoio ou financiamento suficiente para lançar seu segundo ou terceiro filme. A pandemia então agravou a situação, dificultando ainda mais uma carreira já precária no cinema.

Em seu segundo ano, o Fundo William Greaves oferece subsídios de US$ 40.000 a cada um para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de um longa-metragem de não ficção, assim como subsídios para cuidados básicos. Os cineastas selecionados usarão esses fundos para pesquisa e para desenvolver tratamentos de filmes, apresentações, showreels e outros materiais necessários para a arrecadação de fundos. A Firelight Media aceitou inscrições de cineastas dos Estados Unidos, México, Brasil, Porto Rico e Colômbia, com um interesse particular por aqueles que se identificam como indígenas e/ou afrodescendentes.

Os ganhadores do William Greaves Fund de 2021 são:

  • Ángela Carabalí, No los dejaron volver (Será que eles vão voltar?) (Colômbia)
    Percorrendo um longo caminho, Ángela e sua irmã Juliana entram na terra indígena onde seu pai desapareceu à força anos atrás. O percurso as confronta com a metamorfose da violência na Colômbia e a reconstrução do seu retrato de família.
  • Juan Carlos Dávila Santiago, Yolas en Rebeldía (Barcos rebeldes) (Porto Rico)
    Um documentário de longa-metragem sobre a vida do pescador e revolucionário Vieques, Carlos “Taso” Zenón. Durante décadas Taso lutou contra a ocupação militar de sua terra natal combatendo a Marinha dos EUA tanto em terra quanto no mar — foi a fisga do pescador contra os canhões militares.
  • Tania Hernández Velasco, Mi cuerpo es una estrella que se expande (Meu corpo é uma estrela em expansão) (México)
    Dois irmães fazem uma peregrinação imaginária pela memória e geografia de seus corpos marrons para descobrir sua beleza e dignidade. Enquanto percorrem os mares de suas estrias, os campos de seus cabelos e as constelações de suas pintas, seus ancestres surgem para acompanhá-les.
  • Khary Saeed Jones, Night Fight (Luta Noturna) (EUA)
    Night Fight documenta uma semana na vida de um homem Negro nos Estados Unidos em meio a crises e convulsões em resposta à pandemia de covid-19, a morte de George Floyd pela polícia e a eleição presidencial mais consequente na história do país. Enquanto tenta sair da longa sombra lançada por um ato de violência racial, ele mesmo pensa em representar um.
  • Sonia Kennebeck e Maia Isaac, Título a ser anunciado (EUA)
    Descrição do filme a ser anunciada.
  • Sueli Maxakali, Yõg ãtak: meu pai, Kaiowá (Brasil)
    Yõg Ãtak: meu pai, Kaiowá é um filme de estrada que mistura narrativas pessoais e históricas ao acompanhar a cineasta e sua irmã em busca do pai. A viagem conecta o nordeste de Minas Gerais, onde vive o povo da cineasta, Maxakali, com o sul do Mato Grosso do Sul, onde vive o povo de seu pai, os Guarani-Kaiowá.
  • Graciela Pereira de Souza, Horizonte Colorido (Brasil)
    O documentário além de ser um filme poético que utiliza a arte para construir universos, também potencializa e amplifica as vozes femininas originarias.
  • Rodrigo Reyes, Children of Exodus (Filhos do Êxodo) (EUA)
    Children of Exodus é uma história urgente que captura uma das crises humanitárias mais críticas de nossos tempos. O filme confronta o público com um retrato íntimo e profundamente humano das lutas de menores desacompanhados, contadas em um estilo narrativo ousado baseado no realismo mágico e nas vozes das crianças.
  • Lilian Solá Santiago, Quase da Família (Brasil)
    Quase da Família é um documentário que reflete sobre a existência, afetos, cuidados com os outros e consigo mesmo imposto ao gênero feminino, a partir do ponto de vista de mulheres Negras, empregadas domésticas no Brasil. O ponto de partida é a vida de Laudelina de Campos Melo (1904–1991), criadora do primeiro sindicato de empregadas domésticas do Brasil, cuja vida emergerá em oficinas de vídeo e dramaturgia realizadas com empregadas domésticas ativistas do sindicato criado por Laudelina em 1961, personagens reais que se espelham em sua luta e dão continuidade ao seu legado.
  • María Sojob, Riox, Palabra florida (Riox, palavra florida) (México)
    Ao retornar à sua aldeia depois de muitos anos longe, María conhece uma anciã da aldeia que é a única mulher a falar o Riox, a língua cerimonial de seu povo. Logo, María embarca em uma busca para aprender o idioma, mas sua formação só estará completa se ela receber permissão de uma caverna sagrada.
  • Marco Williams, Canada Lee: Native Son (Canada Lee: filho nativo) (EUA)
    O inovador ator Negro Canada Lee aproveitou sua fama para lutar pelos direitos civis. Em 1947, foi incluído na lista negra do governo dos EUA em retaliação por seu ativismo progressista. (Produzido por Kenny Kilfara e Jonathan Skurnik.)

O fundo recebeu o nome em homenagem a William Greaves, que produziu o noticiário televisivo semanal “Black Journal” e mais de 200 documentários durante seus 60 anos de carreira. Greaves passou a ser considerado o pai do cinema Negro de não ficção e foi mentor de inúmeros cineastas durante sua vida, incluindo o cofundador da Firelight Media, Stanley Nelson. O William Greaves Fund defende a missão da Firelight Media de apoiar diversos cineastas em diferentes estágios de suas carreiras com o Documentary Lab, o principal programa de mentoria da organização com foco no desenvolvimento de cineastas emergentes.

Sobre a Firelight Media

A Firelight Media é um destino principal do cinema de não ficção realizado por e sobre comunidades racial e etnicamente sub-representadas. A Firelight Media produz documentários, apoia cineastas não brancos e cultiva o público para seu trabalho. Os programas da Firelight Media incluem o Documentary Lab, uma bolsa de estudos de 18 meses que apoia cineastas não brancos emergentes; o Groundwork Regional Lab, que apoia cineastas do sul e meio-oeste dos Estados Unidos e nos territórios controlados pelos EUA; e o William Greaves Fund para cineastas de não ficção em meio de carreira de comunidades racial e etnicamente sub-representadas. A Firelight Media também produz séries de curtas-metragens digitais, incluindo a série Hindsight recém-lançada com a Reel South e o Center for Asian American Media.

Firelight Media is dedicated to supporting documentary filmmakers of color and cultivating audiences for their work. We’re #changingthestory.

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