Firelight Media anuncia ganhadores do Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2022

Firelight Media
6 min readFeb 28, 2023

Em sua terceira edição, o fundo internacional proporciona apoio financeiro para que cineastas em meio de carreira possam pesquisar e desenvolver os materiais necessários para a captação de recursos.

Firelight Media, o principal destino para o cinema de não ficção de e sobre comunidades minorizadas, tem o prazer de anunciar os ganhadores do Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2022. O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento (chamado anteriormente de Fundo William Greaves) foi fundado em 2020 para apoiar cineastas em meio de carreira que são de comunidades racial e etnicamente subrepresentadas. O Fundo foi criado para lidar com os persistentes desafios estruturais que muitos cineastas enfrentam após a produção de seus primeiros filmes, para que assim possam permanecer na área e continuar criando histórias visuais que se concentram em indivíduos e tópicos subrepresentados.

O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento inclui subsídios de até US$ 40 mil para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de um filme de não ficção. Os fundos podem ser usados em pesquisas e no desenvolvimento de tratamentos de filmes, decks, amostra de trabalho, materiais necessários para a captação de recursos ou quaisquer outras necessidades essenciais que os beneficiários possam ter, incluindo despesas com saúde e cuidados infantis ou outros recursos necessários que a Firelight Media considere fundamentais para a produção de trabalho criativo.

Os beneficiários de 2022 incluem cineastas do Brasil, da Colômbia, do México e dos Estados Unidos. Seus projetos de cinema incluem narrativas pessoais, contos investigativos e filmes experimentais que abordam assuntos como os efeitos da mudança climática na América Latina, a divisão racial em uma das primeiras cidades fundadas pelos espanhóis no México, a vida e o trabalho de artistas performáticos e a “geração sanduíche” (os adultos de meia idade que precisam cuidar dos filhos e dos pais idosos ao mesmo tempo).

“É com grande orgulho que a Firelight Media continua apoiando cineastas de comunidades minorizadas nos Estados Unidos e na América Latina, dando ênfase especial para cineastas de origem africana e/ou indígena durante a terceira edição do nosso Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento”, afirma Leticia Peguero, vice-presidente sênior da Firelight Media. “Estes dez cineastas representam apenas uma fração do talento incrível presente nessas regiões. Esperamos que estes fundos irrestritos ajudem os cineastas a desenvolver os projetos de cinema documental dos seus sonhos e, ao mesmo tempo, proporcionem cuidados essenciais para eles e suas famílias.”

Os ganhadores do Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento de 2022 são:

  • Giselle Bailey, Untitled (EUA) Untitled (“Sem título” em tradução livre), criado em colaboração com Stephen Bailey, é um documentário híbrido sobre os movimentos sociais Negros nos Estados Unidos.
  • Michel Carvalho, Boy (Brasil)
    Boy é um documentário de longa-metragem sobre o dia a dia de garotos de programa negros na cidade de São Paulo. Através de linguagem observacional, diários pessoais e momentos líricos, o filme pretende refletir sobre desejo, colonialidade e (hiper)sexualização do homem negro.
  • David Hernandez, Buscando las marcas del Asho ́ojushi (Colômbia)
    Uma profecia contada por José Epieyu é mencionada em meio à pesquisa do documentário Buscando las marcas del asho´ojushi (“Em busca das marcas de Asho´ojushi”, em tradução livre), guiando o caminho que Marbel e David trilham enquanto aprendem sobre as crenças e histórias das tatuagens tradicionais dos Wayuu.
  • Michelle Ibaven, Ruptures (México) (“Rupturas” em tradução livre)
    Tomada por confusão, medo e luto, Carmen não tem outra opção, a não ser demonstrar coragem. Há oito anos, ela foi atacada pelo ex-namorado, que jogou ácido nela e deixou marcas indeléveis. Depois da prisão recente dele, Carmen examina detalhadamente a violência à qual foi submetida a fim de superar o trauma.
  • Ann Kaneko, 45/45 (EUA)
    Ao longo das três gerações de uma família nipo-americana, 45 anos separam a cineasta Ann Kaneko da sua mãe e da sua filha e 90 anos separam os avós da neta. 45/45 costura imagens e observações, tecendo uma crônica que celebra o ato de crescer e envelhecer. Pais e filhos trocam de papéis enquanto a filha (o recheio de um “sanduíche” entre as duas gerações) atua como cineasta e cuidadora, expressando as suas perspectivas sobre como o início e o fim da vida são tão fundamentalmente semelhantes.
  • Olivia Luengas, Brigade 2045 (México) (“Brigada 2045”, em tradução livre)
    Diante de uma onda de incêndios naturais sem precedentes em uma das maiores cidades da América Latina, um grupo de bombeiro que atuam em florestas dedicaram-se de corpo e alma ao seu árduo trabalho, encontrando forças para enfrentar o perigo em um contexto de degradação social e crise climática.
  • Glenda Nicácio, Para Elisa (For Elisa) (Brasil)
    Para Elisa é um documentário biográfico sobre Elisa Lucinda, abordando a vida artística de uma das mais importantes artistas negras brasileiras (poetisa, escritora, jornalista, atriz e cantora).
  • Lourdes Portillo, Looking at Ourselves (EUA)
    Looking at Ourselves (“Um olhar sobre nós mesmos” em tradução livre) é um filme híbrido que é parte documentário experimental e parte jornalismo investigativo. Ao meditar sobre o ser, pertencer e estar, o filme traz conversas íntimas entre a cineasta e o artista performático Guillermo Gómez-Peña, que compartilham suas experiências com a imigração, revelam o que artistas imigrantes trazem aos seus países adotados e associam a arte à transformação do trauma em um legado de criatividade, resiliência e estruturação comunitária.
  • Yoruba Richen, Insurrection 1898 (EUA)
    Insurrection 1898 (“Insurreição de 1898”, em tradução livre) traz à vida os acontecimentos de um golpe de estado ocorrido em Wilmington, na Carolina do Norte, onde supremacistas brancos derrubaram o governo multirracial da maior cidade do estado por meio de uma campanha coordenada de violência e intimidação, cujo objetivo era enfraquecer o poder político e econômico dos Negros e impor o controle dos brancos.
  • Juan Antonio Méndez Rodríguez, a.ka. Xun Sero, De Aspecto Indígena (México)
    De Aspecto Indígena (“Com aparência indígena”, em tradução livre), estuda e expõe o racismo latente em uma das primeiras cidades fundadas pelos espanhóis na América Central: San Cristóbal de Las Casas em Chiapas, no México.

O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento recebeu o nome de William Greaves, que produziu a revista de televisão seminal Black Journal (“Diário Negro”) e mais de 200 documentários durante seus sessenta anos de carreira. Greaves passou a ser considerado o pai do cinema Negro de não ficção e orientou inúmeros cineastas durante sua vida, inclusive o cofundador da Firelight Media, Stanley Nelson. O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento honra a missão da Firelight Media, que é apoiar cineastas subrepresentados ao longo dos diferentes estágios das suas carreiras, tendo no Documentary Lab o carro-chefe da organização por ser um programa de mentoria que se concentra no desenvolvimento de cineastas emergentes. No ano passado, a Firelight Media também ampliou o seu apoio a cineastas em meio de carreira com a criação do Fundo William Greaves de Produção da Firelight junto à PBS, cujos cineastas selecionados serão anunciados durante o segundo trimestre.

O Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento recebe o apoio de instituições como Perspective Fund e Jonathan Logan Family Foundation. Para obter mais informações, clique aqui.

Sobre a Firelight Media

Firelight Media é o principal destino para o cinema de não ficção de e sobre comunidades minorizadas. A Firelight Media produz documentários, apoia cineastas de comunidades minorizadas e atrai o público para a sua obra. Os programas da Firelight Media incluem, entre outros, o Documentary Lab (bolsa com duração de 18 meses em apoio a cineastas emergentes vindos de comunidades minorizadas), o Groundwork Regional Lab (apoio a cineastas emergentes vindos do sul e meio-oeste dos EUA e de territórios americanos) e Fundo William Greaves de Pesquisa e Desenvolvimento (destinado a cineastas em meio de carreira vindos de comunidades racial e etnicamente subrepresentadas). Firelight Media também produz séries de curtas digitais, incluindo a futura segunda temporada de In the Making, em colaboração com PBS American Masters, e uma coletânea de curtas regionais chamada Homegrown: Future Visions, com o Center for Asian American Media (Centro de Mídia Asiático-Americana).

--

--

Firelight Media

Firelight Media produces documentary films, supports nonfiction filmmakers of color, and cultivates audiences for their work. We’re #changingthestory.